Qual o limite de tecnologia em uma motocicleta?

E ai galera, hoje eu pergunto. Qual o limite de tecnologia em uma motocicleta? Se é que existe esse limite. Estamos vendo uma evolução tecnológica rápida em motocicletas, o que já acontece a algum tempo em automóveis, porém até que ponto isso nos torna menos pilotos?

No mundo automotivo, estamos testemunhando o desaparecimento da transmissão manual. Sim, as transmissões totalmente automáticas, muitas vezes podem superar o desempenho de uma pilotagem com transmissão manual. No entanto, para alguns entusiastas que gostam de mudar as marchas com pedal da embreagem isso perde a graça. É a emoção visceral, mesmo que primitiva, de operar uma máquina que torna prazeroso. Só porque algo é mais fácil não o torna mais agradável. Isso transcende motos e carros.

A gente está vendo as novas motos aparecendo praticamente com um tablet no lugar do painel, e por ali se faz tudo. A nova KTM duke 390 vem com painel digital de alta resolução que torna possível o pareamento com celular e pode até ler mensagens de Whatsapp. A nova BMW R1200GS não fica atrás e também pode acessar funcionalidades do celular e com o sistema de Comunicação Motorrad da BMW instalado no capacete, é possível realizar ligações e escutar músicas, inclusive visualizando a foto do contato ou a capa do álbum no painel da moto. A Aprilia apresentou um moderno que mede a inclinação da moto no trajeto realizado. Não podia deixar de falar do painel da nova Street Triple 765 que mais parece um vídeo game do que um painel de moto, com diversas configurações gráficas de alta resolução.

Além disso você já deve ter visto o modelo que a Honda apresentou no CES 2017, a maior feira de tecnologia do mundo, o chamado Honda Riding Assist, mantém a moto em pé parada ou em baixa velocidade, com isso percebe-se que estamos caminhando para um mundo autônomo também nas motocicletas.

Isso me vem a mente a cena do filme “Eu, Robô” com Will Smith, num mundo altamente tecnológico com veículos elétricos e inteligentes ele pega uma MV Agusta, e Susan, sua parceira no filme fica espantada por ser um veículo a combustão e ainda comenta, “isso explode”. Assim ele sai roncando pela cidade e deixa claro como fica sem graça dirigir um veículo elétrico.

Concordo que a tecnologia vem para nos trazer mais segurança e conforto, e não existe nada de errado nisso, mas também é interessante aqueles modelos menos tecnológicos que exige mais do piloto e faça com que nos sentimos parte da máquina e não apenas um passageiro.

Claro que para nós antigos que nascemos num mundo movido a petróleo e temos no sangue essa essência de dominar a máquina, estilo Mad Max, o prazer é quanto menos tecnologia melhor. Mas de repente para a nova geração que nasce com um tablet na mão o gosto de ser conduzido por um veículo e não conduzi-lo pode proporcionar o mesmo prazer que temos hoje.

E aí o que você acha das motocicletas cada vez mais tecnológicas e nós cada vez mais passageiros, conta ai embaixo nos comentários.

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